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domingo, 28 de outubro de 2012

PRIMAVERIS

Quando chega setembro
Terminam as tardes gris
Com aromas de flores
Ficamos mais gentis

É tempo de primavera
Com suas multicores
A terra entra no cios
Eis o ciclo dos amores

Quando nascem FLORES
A vida tem mais sentido
Contemplo esta grandeza
Com seu lindo colorido

"E por falar em flores"
Todos tem sua preferida
Regando a flor da PAZ
Enfeito o JARDIM DA VIDA
 
autor: Daniel Brasil

sábado, 3 de dezembro de 2011

O mundo invisível de cada um

Tenho certeza de que só me mantenho viva por causa do mundo invisível onde ninguém pode me alcançar para me ferir e posso fingir que a vida faz sentido mesmo quando não faz. Ali, quando os zumbis do mundo de fora me acossam com seus dedos sujos de sangue, invento a beleza e me reinvento como possibilidade. Alguns olham para dentro e enxergam apenas vísceras. Outros, horizonte.

(Elaine Brum)

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

O porquê de Godard

Não estudei, mas sei que o mundo não pertence aos inocentes.

A polícia é para a sociedade o que o sonho é para o indivíduo.

A sociedade capitalista cria bens que não satisfazem necessidade nenhuma, da bomba atômica aos copos plásticos.

Se eu vier a te amar você está ferrado.

Tudo o que você precisa para fazer um filme é uma mulher e uma arma.

Para ser imortal e depois morrer.

Eternidade não é apenas o mar e o sol.

Sou um grande ponto de interrogação no meio do Mediterrâneo.

Cinema é a fraude mais bela do mundo.


(Jean-Luc Godard - Cineasta francês
)

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Em defesa da Cultura

"A educação começa quando o indivíduo nasce, e só termina quando diz tchau para o mundo. A educação formal está aí inclusa; mas a cultura, que molda o indivíduo, deve ser permanente."
Danilo Santos de Miranda - diretor do Departamento Regional do Servico Social do Comércio (Sesc)

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Eterno retorno

"Não me roube a solidão sem antes me oferecer verdadeira companhia."

Fridrich Nietzsche

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Quando te escutei

O tempo passa
não olho pra mim
o meu reflexo
está desbotado
então prefiro olhar você perto de mim.
Eu vou explodir
eu vou quebrar
só pra ver
o sol raiar feliz
Eu só serei
feliz aonde você estiver
perto a mim
com o seu sorriso
lindo lunar.
Se o meu corpo tremer
você saberá
que ao seu lado estou
você vai ver
eu estarei até o fim
eu vou explodir
eu vou quebrar
só pra ver
o sol raiar
feliz
.

* música cantada, lindamente, pelo poeta Sérgio Madeira

domingo, 21 de novembro de 2010

Minha alma é peregrina
mas a cabeça grita
como turista.

Enquanto confuso
não escrevo
e te procuro para ser
meu diário inacabado.

Me divido em pequenos espaços
infinitos tamanhos sem tamanhos
enquanto procuro
não te perder no tempo.

O detalhe no mínimo
quando o pertubador se revela
no momento do sim
na montanha russa sem fim

Adaptado de Vanessa Faria

sábado, 4 de setembro de 2010

De: um bar feito de Palavras
Para: um dia especial

“Digam o que disserem, o mal do século é a solidão. Cada um de nós imerso em sua própria arrogância, esperando por um pouco de afeição” já nos dizia o glorioso Renato Russo no fim do século passado... acho que as coisas não mudaram muito desde então.

Vivemos um uma sociedade completamente consumista. Cada vez mais são produzidos e criados produtos e facilidades que atraiam mais e mais as pessoas. Esses bens e serviços, apesar de serem simulacros da realidade, a tornam mais interessante, logo há uma supervalorização do objeto, do simulacro, que intensifica, embeleza e faz da vida um espetáculo.

Porém, com a crescente valorização disso tudo, as pessoas acabaram deixando de lado os valores... O niilismo tomou conta, fica agora o vazio, o narcisismo, o individualismo, cada um lutando por seus próprios interesses, sem se importar com as pessoas que estão em sua volta, a não ser quando estas lhes são, de alguma forma, necessárias.

Chega a ser engraçado pensar no que nos tornamos... nunca tivemos tantos meios de estarmos próximos, e nunca tivemos tão distantes um do outro. Me pergunto: Por que? Com certeza não há uma única resposta para tal pergunta, mas acredito que um dos motivos para agirmos de tal forma seja o medo... Sim, o medo: medo de darmos mais amor, mais atenção, mais consideração, mais afeto do que recebemos. É muito mais cômodo evitar o sentimento, afinal assim não sofremos. Esperamos dos outros um sinal para que possamos nos aproximar sem medo, e os outros esperam de nós o mesmo. Todos esperam... poucos agem sem esperar nada... portanto, “se alguém já lhe deu a mão e não pediu nada em troca, pense bem, pois é um dia especial...”.

Pertencente ao sorriso que atravessa quilômetros - formanda em letras Vanessa Martinelli Oro.




domingo, 29 de agosto de 2010

Os próximos, os irmãos e os não tão próximos

Meu irmão não é apenas aquele sujeito ao qual abracei ontem na praça, próximo ao balanço, muito mais que ele, tenho sentimentos fraternos por muitos. Confesso minha limitação. Deveria sentir isso por todos ou quase todos. Por isso, tento a partir de um sentimento de alteridade, entender e encontrar o que há do outro que ainda não considero irmão dentro de mim. Esse caminho talvez possa levar-me e levar-nos a uma nova experiência em relação a essa singela passagem que deixo livre para denominarmos como quisermos.

Do iluminador poeta Finn - http://3x4-3x4.blogspot.com/