quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Aqui outra vez

É frágil esse silêncio
prisioneiro do seu nome

A nostalgia
é estranha ao novo

só reconhece o passado
onde lá
as lágrimas
eram cúmplice do amor


sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Afeição

se o silêncio pode ser, assim, mais pungente que os seus beijos
é porque, eras tu, um pedaço de vida

sábado, 30 de agosto de 2014

Quando ele acordou

O minotauro impôs:
a morte da saudade anunciada!
(em todos os tempos)
exceção apenas às veias dos astutos

Altiva vulnerabilidade
é a pele dos velhos
tão jovem como a dor do jovem

É, pois, a razão:
acordar no labirinto
é chamar
outra vez
a memória

quinta-feira, 28 de agosto de 2014