Se fôssemos infinitos
Tudo mudaria.
Como somos finitos
Muito permanece.
Bertold Brecht
quarta-feira, 15 de maio de 2013
terça-feira, 16 de abril de 2013
Elogio da dialética
A injustiça avança hoje a passo firme
Os tiranos fazem planos para dez mil anos
O poder apregoa: as coisas continuarão a ser como são
Nenhuma voz além da dos que mandam
E em todos os mercados proclama a exploração
E isto é apenas o começo.
Mas entre os oprimidos muitos há que agora dizem
Aquilo que nós queremos nunca mais o alcançaremos
Quem ainda está vivo não diga: nunca
O que é seguro não é seguro
As coisas não continuarão a ser como são
Depois de falarem os dominantes
Falarão os dominados
Quem pois ousa dizer: nunca
De quem depende que a opressão prossiga? De nós
De quem depende que ela acabe? Também de nós
O que é esmagado que se levante!
O que está perdido, lute!
O que sabe ao que se chegou, que há aí que o retenha
E nunca será: ainda hoje
Porque os vencidos de hoje são os vencedores do amanhã
Bertold Brecht
Os tiranos fazem planos para dez mil anos
O poder apregoa: as coisas continuarão a ser como são
Nenhuma voz além da dos que mandam
E em todos os mercados proclama a exploração
E isto é apenas o começo.
Mas entre os oprimidos muitos há que agora dizem
Aquilo que nós queremos nunca mais o alcançaremos
Quem ainda está vivo não diga: nunca
O que é seguro não é seguro
As coisas não continuarão a ser como são
Depois de falarem os dominantes
Falarão os dominados
Quem pois ousa dizer: nunca
De quem depende que a opressão prossiga? De nós
De quem depende que ela acabe? Também de nós
O que é esmagado que se levante!
O que está perdido, lute!
O que sabe ao que se chegou, que há aí que o retenha
E nunca será: ainda hoje
Porque os vencidos de hoje são os vencedores do amanhã
Bertold Brecht
sexta-feira, 29 de março de 2013
Lugar secreto
Pouco eu sei
sobre os pavores
que aquele olhar
causava
Nosso céu é o mesmo
seu olhar é distinto
O silêncio
desaba o templo
criado naquela madrugada
O que sobrou
agora é frágil
Fica apenas o registro
de sons vagos
sobre os pavores
que aquele olhar
causava
Nosso céu é o mesmo
seu olhar é distinto
O silêncio
desaba o templo
criado naquela madrugada
O que sobrou
agora é frágil
Fica apenas o registro
de sons vagos
terça-feira, 15 de janeiro de 2013
Pequena noite
ainda sou uma nota
perdida nas mãos
de quem escreve
como uma paixão sem ídolo
uma luz sem traço
pequena noite
perdição do artista
que escreve, e pinta
seu destino incerto
pequena noite
de suspiros que borbulham
de ventos que abraçam
sentir também é se afogar
nenhum amor se sustenta no imediato
perdida nas mãos
de quem escreve
como uma paixão sem ídolo
uma luz sem traço
pequena noite
perdição do artista
que escreve, e pinta
seu destino incerto
pequena noite
de suspiros que borbulham
de ventos que abraçam
sentir também é se afogar
nenhum amor se sustenta no imediato
Assinar:
Postagens (Atom)